O imaginário diferencial de uma marca.




Tenho ultimamente me dedicado á literatura sobre empreendedorismo de alguns especialistas nacionais e internacionais desse  assunto que tanto me fascina,  e feito um confronto de suas convicções com a realidade de  alguns empreendimentos que pude conhecer suas histórias ao longo da minha trajetória profissional, sendo trabalhando diretamente, prestando consultoria ou acompanhando à distancia  o sucesso ou fracasso dessas organizações  e assim decidi iniciar 2016 voltando a escrever no blog depois de um longo tempo ausente, para partilhar com alguns a reflexão que me levaram a alguns questionamentos, e quem sabe assim ajuda-los a também rever alguns conceitos.
O primeiro deles é porque ideias aparentemente brilhantes, se mostram brilhantes apenas enquanto sonhos, e o pior porque organizações sólidas , marcas consolidadas desaparecem do mercado ??    E finalmente quanto vale o meu produto ou serviço ??
Para responder essa pergunta é preciso começar lendo o conceito de certo autor sobre valor agregado do produto/ serviço  :
O valor agregado está diretamente relacionado à percepção do cliente sobre o diferencial do produto, serviço ou solução ofertada”. O termo significa, em poucas palavras, oferecer benefícios, utilidade, qualidade e méritos ao produto ou serviço, sempre pensando que os clientes não compram o artigo, mas sim o que eles proporcionam.
Minha definição é que diferencial é na maioria das vezes algo imaginário, o cliente paga um valor acima do mercado num produto que na concepção dele(e essa que importa) possui um diferencial  ou seja por um produto que atende exatamente suas necessidades( ou supera suas expectativas)
E aí vem o grande “X” da questão, e um dos maiores problemas daqueles que se decidem mergulhar na aventura de ter o próprio negócio em nosso país, mais especificamente aqueles empreendedores que decidem criar uma nova marca no mercado e seus erros mais comuns que tenho observado, onde o principal deles é sempre a falta de planejamento antes de abrir o negócio, esse talvez seja o erro mais mortal de todos, lembrando que determinar o preço do produto é apenas uma etapa do planejamento do novo negócio (ou novo produto) e se não realizam seja por desconhecimento do assunto, por não acreditarem na sua necessidade, ou  seja lá qual for o motivo, pulam uma etapa primordial e são iludidos por suas intuições que lhe inspiram alguns pensamentos para determinarem o preço de seus produtos ou serviços, como os exemplificados abaixo :
1)    Após  anos exaustivos fritando hambúrguer num fast food renomado, aprendi todos os segredos que precisava para ter o próprio negócio, e possuir finalmente a liberdade daqueles que não tem patrão, portanto minha intuição me diz que se o povo tem coragem de pagar R$ 18,00 por um big mac facilmente irão pagar R$ 15,00 pelo meu produto que certamente terá quase o mesmo sabor.
2)    Ou quem sabe o contrário, vou usar essa mesma experiência, e na minha lanchonete vou ter um produto com praticamente o mesmo sabor e qualidade mas com um preço infinitamente inferior.
Eis duas grandes armadilhas, primeiro quem paga por um bic mac, seja lá qual for o valor, não quer um sanduiche, quer exatamente um big mac, e segundo não acredito muito nessa hipótese mas pode ser até que nesse suposto exemplo citado o produto tenha um sabor semelhante e as pessoas sejam atraídas pelo preço reduzido aliado ao sabor, mas falta ao empreendedor saber quantos sanduíches a preço reduzido serão necessários produzir para manter os custos fixos e variáveis do novo negócio e ainda lhe dar uma margem de lucro que será primordial para sua sobrevivência .
Mas então quanto devo cobrar e o que devo fazer ? a resposta não é muito simples, mas a ideia central é que  toda empresa para criar e consolidar uma marca, precisa inovar e oferecer ao cliente o que o cliente deseja, ou até surpreender o cliente e oferecer algo além das suas expectativas, que assim estará disposto a pagar o preço proposto, esse é o grande desafio, esse é o segredo das marcas vencedoras que permanecem décadas no mercado, mas vamos ser honestos pois na prática isso é muito difícil de ser feito e muito raro de acontecer, não é verdade ?
Se não vejamos,  no ano de 2015 quais restaurantes que você esteve, sozinho, com sua família ou amigos que lhe pediu opinião sobre a qualidade e sabor de seus alimentos ? ou quantos estabelecimentos de qualquer outro seguimento lhe entregou ao final de sua compra um formulário para preencher ou mandou pro seu e-mail uma pesquisa de satisfação ? ( e quando isso acontecer responda e seja bem sincero, por gentileza)
E então, Um ? nenhum ? sabe porque ? sinceramente ?
- Para aqueles que não fazem essa ou outra forma de interagir com seus clientes, porque a opinião dos clientes não importa, eles vendem produtos ou serviços que eles acreditam ser o que os clientes precisam, e isso é a única coisa que importa, não quero profetizar, mas talvez daqui há algum tempo você passe pelo mesmo endereço e eles não estejam mais por lá, qualidade no atendimento é coisa séria, e não existe produto que possa ser lançado com garantia eterna de atender a necessidade de nenhum seguimento, e o consumidor tem sido cada vez mais exigente e convencidos e atraídos por novos produtos, assim ou algumas marcas e organizações repensam seus conceitos, ou daqui há algum tempo desaparecerão do mercado.
E agora quanto você vai cobrar pelo seu produto ? e o que pretende fazer para descobrir o que os clientes pensam a respeito de seu produto e de sua marca, e  quais ações precisa realizar para continuar (ou começar) a oferecer a seus clientes o que eles desejam,  mexendo no imaginário deles e assim agregar um valor ao seu produto que você jamais imaginou ser possível  ?
Pense nisso, obrigado pela visita, leia também os outros artigos do blog, e caso queira se aprofundar sobre esse ou outros assuntos ou expressar sua opinião, me passe um e-mail, que estou totalmente a disposição.

Comentários

  1. Sem dúvidas apenas se planejar não é uma garantia de sucesso do negocio, mais a falta desse processo é uma garantia do negócio não dar certo.

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